Neste ano, já são 285 casos confirmados e 641 estão em investigação. De janeiro a maio de 2016, apenas 6 casos da doença foram confirmados no estado.

Em cinco meses, 285 casos de chikungunya foram confirmados em Roraima, apontam dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) nesta quinta-feira (25). O número é 46 vezes maior do que o registrado entre janeiro e maio de 2016, quando seis pessoas foram diagnosticados com chikungunya em todo o estado.

Conforme Ana Paula Guth, gerente do Núcleo de Controle da Febre Amarela e Dengue, os números revelam que há um surto da doença em Roraima. Por conta disso, ela disse que Sesau já trabalha alertando os gestores dos 15 municípios do estado para uma possível endemia de chinkungunya. Até agora, não há registro de óbitos causados pela doença em Roraima.

“Como já temos casos comprovados em algumas cidades do estado [veja abaixo lista de cidades que já confirmaram casos] e os números estão crescendo, estamos divulgando uma nota técnica para todos os municípios para que eles estejam cientes da possibilidade de um surto endêmico da doença”, disse.

No mês passado, o Ministério da Saúde divulgou que a maior parte dos estados brasileiros teve queda nas notificações e confirmações de chikungunya, exceto por oito que apresentaram alta: Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará, Goiás, Amazonas, Roraima, Pará e Tocantins.

Para a gerente do Núcleo de Controle da Febre Amarela e Dengue, esse aumento no número de casos da doença no estado está relacionado às condições climáticas da região, que é diferente das demais do país.

“Historicamente, temos aumento no número de casos de todas as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti nessa época de chuvas. Por isso, é muito importante que a população fique atenta e faça vistorias constantes nas residências para evitar que hajam criadores do mosquito”, explica.

Ela afirmou ainda que o estado tem atuado junto aos municípios para reduzir os índices de infestação do Aedes aegypti, que é o transmissor da chikungunya, zika e dengue.


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