Desde novembro do ano passado, a Etiópia passa por conflito entre os combatentes da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) e as forças federais. Imigrantes da Etiópia caminham por estrada logo após chegarem ao Iêmen pelo mar
Reuters/Wael al-Qubati
O governo israelense autorizou neste domingo (28) a imigração “imediata” de três mil etíopes, incluindo familiares de pessoas estabelecidas em Israel que temem por suas vidas em decorrência do conflito no país da África Oriental.
O Executivo aprovou a medida com “unanimidade”, desde que tenham parentes de primeiro grau em Israel, disse o gabinete do primeiro-ministro Naftali Bennett em um comunicado.
Esta medida vai permitir “acolher milhares de pessoas que esperavam em Adis Abeba e em Gondar,” uma cidade do norte perto da região do Tigré, cenário de um conflito no momento, disse no Twitter a ministra da Imigração, Pnina Tamano-Shata, nativa da Etiópia.
“Por fim, pais, filhos, irmãos e irmãs e órfãos estarão de volta com suas famílias após décadas de espera”, acrescentou.
Esses etíopes são falashmoras, uma comunidade convertida à força ao cristianismo que afirma ser descendente de judeus etíopes. Eles não se beneficiam da lei israelense que permite a qualquer judeu da diáspora migrar para Israel e se tornar automaticamente um cidadão do Estado. Portanto, devem alegar que desejam migrar por motivos de reagrupamento familiar.
Desde novembro do ano passado, a Etiópia está atolada em um conflito entre os combatentes da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF), o partido no poder na região, e as forças federais. Os combatentes da TPLF avançaram nos últimos meses em direção às regiões vizinhas e não descartam chegar à capital etíope, Adis Abeba.

Fonte: G1 Mundo


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