A jovem saudita que se trancou em um hotel no aeroporto de Bangkok, na Tailândia, está “aos cuidados da ONU”, informou a agência France Presse nesta segunda-feira (7). A mulher de 18 anos, identificada como Rahaf Mohammed al-Qunun, disse à BBC que fugiu por temer voltar à Arábia Saudita e ser morta pela família. Ela disse ter renunciado ao islamismo, uma das razões para a perseguição.

O chefe da imigração da Tailândia, Surachate Hakparn, disse que o país “não a forçaria a sair”. Al-Qunun seria autorizada a ficar no país, segundo a agência AFP, depois de um encontro com representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Sucharate também informou que a jovem pretende pedir asilo em algum outro país. Imagens mostram a saída dela, escoltada, do aeroporto, mas não está claro o local aonde ela foi levada.

Em nota, o Acnur confirmou o atendimento à jovem saudita, e disse que ela deve ter direito ao asilo por correr risco de vida caso retorne ao país de origem. A entidade vinculada à ONU, porém, não forneceu mais detalhes por questões de “confidencialidade e proteção” à vítima.


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