Homem não poderá visitar a criança até fevereiro, a não ser que seja vacinado, segundo decisão judicial. Criança aguardando para ser vacinada em Québec, um dos polos de avanço da covid-19 no Canadá
Getty Images/BBC
Um pai canadense que não foi vacinado contra a Covid-19 perdeu temporariamente o direito de ver seu filho, de 12 anos.
Um juiz determinou que a visitação paterna neste momento não seria “o melhor” para a criança.
A decisão, ocorrida no final do mês passado, veio após um pedido do pai para que seu tempo de visitação fosse estendido durante o período de festas de fim de ano.
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O julgamento é o primeiro caso de perda de direitos do tipo por motivos de imunização de que se tem notícia no Canadá, segundo o jornal local “Le Devoir”.
A decisão judicial suspende os direitos de visitação até fevereiro, a não ser que o pai decida se vacinar.
A mãe da criança, que se opunha ao pedido inicial do pai pela extensão do tempo de visitação, disse à Justiça que descobrira recentemente que o homem não havia sido vacinado – ela mostrou postagens dele nas redes sociais em que fazia oposição à vacinação.
A mãe vive com o parceiro e outras duas crianças, que são muito pequenas para serem vacinadas.
O juiz determinou que não é “o melhor para a criança ter contato com o pai”, diante do recente aumento de casos de Covid-19 na região canadense de Québec.
A província, que acumula o mais alto número de mortes por Covid-19 no Canadá, anunciou no início deste mês que vai cobrar um “imposto de saúde” das pessoas não vacinadas.
Embora apenas 12% dos moradores de Québec que podem ser vacinados não o tenham feito, eles representam mais de 25% de todas as hospitalizações.
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Fonte: G1 Mundo


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