Suspeitos de matar homem e confraternizar após o crime foram filmados lavando as mãos, diz delegado

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Delegado explica prisão de dois suspeitos de matar homem em Palmas
Os suspeitos de envolvimento no homicídio de Josierlison Marinha Barbosa pararam para lavar as mãos sujas de sangue após o crime antes de ir para outra distribuidora festejar. A cena foi registrada por câmeras de segurança, divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Dois homens foram presos na quinta-feira (16), em Palmas.
“A equipe da Divisão de Homicídios fez a reconstrução do trajeto de fuga. Em um determinado momento, após matar Josierlison, eles param em um estabelecimento. Eles encontram um tanque e aproveitam para se lavar e retirar das mãos e dos pés as manchas de sangue”, contou o delegado Eduardo Menezes.
O homicídio aconteceu em 2025, em uma distribuidora de bebidas na região sul da capital. Depois do crime, segundo o delegado, os suspeitos foram para outro estabelecimento festejar.
“Eles chegam [no novo local] e se preocupam, ficam se olhando para ver se realmente ainda há resquícios de sangue nas roupas e seguem confraternizando como se nada tivesse acontecido.”
Além dos dois homens presos, um adolescente também teria participado do crime, segundo a polícia. O caso dele é acompanhado pela delegacia especializada em atos infracionais cometidos por menores.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados e, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa.
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As prisões foram realizadas durante a Operação Maculae Sanguinis, conduzida pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a investigação, Josierlison foi morto a pauladas. Ele estava com um amigo e parou em uma distribuidora para comprar cerveja, quando foi abordado pelos criminosos e levado para uma viela.
“Foram aproximadamente cinco minutos de agressões com um pedaço de madeira. Dali, eles consumam o crime e saem para outra distribuidora para continuar confraternizando, bebendo como se nada tivesse acontecido”, contou o delegado.
Em uma das filmagens divulgadas pela polícia é possível observar marcas de sangue na mão de um dos investigados no momento em que ele faz o pagamento de uma compra no caixa do estabelecimento.
Câmeras flagraram momento em que suspeitos tentavam se livrar de marcas de sangue
Divulgação/PCTO
Motivação do crime
A motivação do crime seria uma disputa entre organizações criminosas por território. A vítima supostamente pertencia a um grupo rival. “Pelo simples fato de a vítima ser de uma facção que não domina aquele setor, isso já seria motivo para a execução. Não houve confusão prévia no local”, explicou Menezes.
Os mandados de busca e prisão foram cumpridos pela DHPP, com apoio da Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). A polícia continua investigando o caso para identificar se outras pessoas participaram do assassinato.
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Fonte: G1 Tocantins