Operação que busca criminosos suspeitos de atacarem Confresa (MT) abrange área de 4,6 mil KM, diz PM

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Efetivo que faz as buscas na região oeste do estado já chegou a ter mais de 390 policiais espalhados por três municípios. Caçada vai continuar até a localização de todos os membros da quadrilha que atacou Confresa (MT) e está escondida no Tocantins. Policiais da Operação Canguçu continuam no terreno na busca por grupo criminoso
Desde o dia 10 de abril, as intensas buscas por criminosos que atacaram a cidade de Confresa (MT) e escaparam para se esconder no Tocantins se concentram na região que atingem um raio de mais de 4 mil km. Com isso, os moradores estão convivendo com o receio de andar pela área. De acordo com o coronel da PM Francinaldo Bó, as buscas, que entraram na terceira semana, acontecem principalmente em três municípios da região oeste do estado.
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Um balanço parcial da Operação Canguçu contabiliza 12 mortes e a prisão de dois suspeitos, até o fim da tarde de segunda-feira (1°). Há informação de novos confrontos durante a noite e o g1 apura a possibilidade de novos feridos ou mortos.
O vídeo divulgado pela PM Tocantins mostra um pouco das áreas que são percorridas pelos policiais durante caçada. “A Polícia Militar vem patrulhando, fazendo o policiamento em todo um setor que gira em mais ou menos 4,6 mil quilômetros quadrados. Os municípios principais são Marianópolis, Caseara e Pium” disse o coronel.
Operação Canguçu completa 19 dias na busca por criminosos
Reprodução/TV Anhanguera
Neste último município citado, uma equipe de patrulha com militares tocantinenses entrou em confronto pela primeira vez com os criminosos, dando início à operação Canguçu. Com esses patrulhamentos, que também passaram a ser feitos nas cidades, policiais avistaram dois suspeitos no domingo (30), que fugiram para a mata e acabaram morrendo em troca de tiros.
Policiais durante a Operação Canguçu
PMTO/Divulgação
O que chama a atenção é o fato de eles estarem na cidade. Até então, as orientações eram principalmente para moradores de propriedades rurais. Inclusive, alguns trabalhadores rurais e uma família chegaram a ficar em poder desses bandidos.
Outro confronto aconteceu durante a tarde desta segunda-feira (1º) e outro suspeito morreu após ser baleado. O criminoso chegou a atirar em uma viatura da Rotam. Ele foi socorrido e morreu em uma unidade de saúde de Marianópolis.
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Criminoso ficou ferido e atingiu uma viatura da Rotam
Divulgação/PM
Força-tarefa e reforços
Desde a primeira semana, policiais civis e militares do Mato Grosso, Pará, Goiás e Minas Gerais se movimentaram para compor as buscas, além de oferecerem helicópteros e equipamentos como drones. Pelo menos 350 profissionais estão na caça aos suspeitos, mas esse número foi maior em alguns dias.
“Teve dia que chegou a 398 policiais. Está muito complexo e o terreno é muito grande. Todo dia a gente atualiza esse efetivo, que a gente chama de mapa da força”, explicou o coronel.
Entenda
Após a tentativa de assalto em Confresa (MT), os criminosos fugiram em embarcações pelos rios Araguaia e Javaés até entrarem em território tocantinense.
Durante a fuga, os criminosos também aterrorizaram fazendas no Tocantins e fizeram reféns. O medo passou a fazer parte do cotidiano dos moradores da zona rural, onde os serviços públicos e a locomoção têm sido prejudicados.
Polícia Militar do Tocantins apreende dois fuzis na Operação Canguçu
Divulgação/PMTO
As buscas são feitas com a ajuda de aeronaves enviadas por outros estados, barcos, drone e cães. Moradores da região dão apoio com alimentos, pontos de internet, dormitório e estrutura das fazendas.
Durante a operação foi apreendido um verdadeiro arsenal com capacetes e coletes, armamento pesado e munições de uso restrito das Forças Armadas, por serem utilizados em guerra. Todo o material deverá ser entregue às polícias de Mato Grosso, onde o grupo começou a ação criminosa.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins