Acusados de envolvimento na morte de vendedor de frutas são julgados pelo Tribunal do Júri em Araguaína

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Sessão começou na manhã desta quinta-feira (5). A vítima foi sequestrada, submetida a tortura e morreu por afogamento. Corpo foi encontrado neste sábado em uma cova
Secom/ Polícia Civil
Três acusados de envolvimento na morte do vendedor de frutas, Carlos Magno, estão sendo julgados pelo Tribunal do Júri em Araguaína, norte do estado. A sessão começou na manhã desta quinta-feira (5). O crime aconteceu em junho de 2020 na cidade. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima foi sequestrada, submetida a tortura e morreu por afogamento.
Os réus pelo assassinato são o empresário Aumirlei Alves de Castro e Cláudio Kennedy Goiás Rodrigues de Araújo, que teriam envolvimento direto com o crime.
O terceiro denunciado é Alberto Vulcão Barbosa, que também é empresário. Ele não teria participado diretamente do homicídio, mas atrapalhado as investigações da Polícia Civil com informações falsas. O g1 não conseguiu contato com a defesa deles.
Conforme a acusação do MPE, o empresário Aumirlei Alves de Castro suspeitava que a vítima havia subtraído um aparelho de telefone da sua esposa. Ele teria planejado o sequestro de Carlos Magno para obter uma confissão do furto e informações sobre o paradeiro do celular.
O segundo envolvido, Cláudio Kennedy Goiás Rodrigues de Araújo, teria ajudado no crime amarrando a vítima e se revezando em uma sessão de torturas físicas e psicológicas, em uma chácara em Araguaína.
A vítima negava ter furtado o aparelho e tentou fugir, mas foi alcançada por Aumirlei Alves próximo a um córrego, onde iniciaram um embate físico. Debilitado pela tortura, Carlos Magno não teve força para reagir e terminou sendo afogado pelo empresário.
Após a morte, os dois réus teriam voltado para a cidade, onde compraram uma pá e uma lona. Os itens foram utilizados para cavar um buraco e enrolar o corpo da vítima.
Eles foram denunciados por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de métodos que dificultaram a defesa da vítima. Também respondem por tortura mediante sequestro e ocultação de cadáver.
O comerciante Alberto Vulcão Barbosa responde no mesmo processo por supostamente prestar informações falsas à Polícia Civil, visando dificultar a investigação. Ele foi denunciado por falso testemunho em processo penal, cuja pena é de dois a quatro anos de prisão e multa.
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Fonte: G1 Tocantins